A história
No
dia 15 de maio é comemorado em todo o Brasil, e talvez em grande
parte do mundo, o dia do Assistente Social. Sabemos que em 15 de
maio de 1891, o Papa Leão XIII publicou a Encíclica "Rerum
Novarum", apresentando ao mundo católico os primeiros
fundamentos e diretrizes da Doutrina Social da Igreja e que marcou o
posicionamento da Igreja frente aos problemas sociais vividos pelas
sociedades européias da época. Para os assistentes sociais europeus,
o documento serviu de base fundamental para o desenvolvimento e
fortalecimento do trabalho desenvolvido.
No
Brasil, o Serviço Social foi criado em 1936, a partir das
iniciativas de líderes da Igreja Católica também inspirada e
influenciada pela Doutrina Social da Igreja Católica. Da mesma forma
que no restante do mundo, foi à expansão da classe operária e o
surgimento de situações complexas envolvendo-a que impulsionaram a
consolidação da profissão.
Reunidos para desenvolver tarefas junto à população de
trabalhadores, em especial junto às mulheres e crianças, os
primeiros profissionais e voluntários envolvidos perseguiam o
objetivo de expandir o papel da Igreja na sociedade. Com o advento
do Estado Novo, no fim da década de 30, o governo passa a interferir
mais diretamente na política Social (são criadas neste momento as
legislações trabalhistas e sociais) e papel do Serviço Social é
reconhecido e profissionais da área são admitidos em
órgãos/repartições oficiais. Também na década de trinta surgem às
primeiras escolas de Serviço Social no Brasil (1936 em São Paulo).
Em
1945, com a queda do Estado Novo, e o inicio da redemocratização,
surgem às grandes instituições de assistência, algumas já extintas e
outras até hoje existentes: Legião Brasileira de Assistência
(LBA); Serviço Social da Indústria (SESI) e Serviço Social do
Comércio (SESC). Esses órgãos contribuíram para a organização e
expansão do Serviço Social e ao mesmo tempo contribuíram com a
melhora na formação técnica dos profissionais.
Em 1957, a lei n ° 3.252/57 regulamentou a profissão de Assistente
Social no Brasil. Quinze anos depois em 15 de maio de 1962 surgiram
o Conselho Federal de Assistentes Sociais e os Conselhos Regionais
de Assistentes Sociais (CRAS), hoje denominados respectivamente
Conselho Federal de Serviço Social (CFESS) e Conselho Regional de
Serviço Social – CRESS. Atualmente a lei que dispõe sobre a
profissão de Assistente Social é a nº 8.662/93.
A Atuação
Freqüentemente ligados a iniciativas e programas oficiais, pela
própria natureza de seu campo de atuação, o mercado de trabalho do
Assistente Social tem como maior empregador os órgãos e instituições
sociais do governo. Os campos de atuação são: assistência pública
(Prefeituras, Secretarias de Estado), saúde (Centros de Saúde,
hospitais gerais ou especializados, clínicas particulares, centros
de reabilitação) habitação (Cohabs, favelas, cortiços; previdência;
empresas privadas; rural (sindicatos, usinas); segurança e justiça
(penitenciárias, fórum, delegacias); educação; cultura; movimentos
populares, terceiro setor entre outros...
Cabe ao assistente social facilitar o acesso da população aos
diversos serviços de assistência e, principalmente fornecer
informações e elementos para que os indivíduos possam ter
consciência de seu papel como cidadãos e, consigam desenvolver e
exercer sua capacidade de participação e transformação social.
Com esse tipo de atuação, baseada em métodos e técnicas
especializadas de intervenção na realidade, que deixa para traz a
imagem tradicional da profissão, com forte conteúdo de caridade. O
profissional da área tem toda sua atuação voltada ao rompimento do
caráter exclusivamente assistencialista.
Dentro desse contexto, a Faculdade Sudoeste Paulista – FSP trouxe
para a cidade de Avaré uma inovação na área da assistência social.
Em 2006 montou a 1ª Turma do Curso de Serviço Social, que concluiu
sua formação em dezembro de 2009, estando à maioria de seus alunos
já inseridos no mercado de trabalho da região.
Maria Odete Simão
Coordenadora do Curso de Serviço Social da FSP.